Barro Vermelho


Tudo é demais para o vento,
No seco rachado,
Com a água, nasce o tempo.
Na estética perfeita,
Modela-se a massa,
Cor de telha,
Traço um risco na poeira.
Nos granulados,
Já monto sua boca,
Levanto os olhos com o dedo,
Solvidos na água, liberam aos poucos as gotas.
A cor da terra,
Sal e cimento,
Jantar no barro,
Vermelho é meu instrumento.

Comentários

Sirlandia Bastos disse…
Belíssimo, parabéns 👏🏼👏🏼👏🏼

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