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Mostrando postagens de 2021

A língua amarga de pouca coisa

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A língua dentro do aço, se configura na dor de meu pai entubado de dor viral. Somente agonizou depois da última saudade marcada.

Barro Vermelho

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Tudo é demais para o vento, No seco rachado, Com a água, nasce o tempo. Na estética perfeita, Modela-se a massa, Cor de telha, Traço um risco na poeira. Nos granulados, Já monto sua boca, Levanto os olhos com o dedo, Solvidos na água, liberam aos poucos as gotas. A cor da terra, Sal e cimento, Jantar no barro, Vermelho é meu instrumento.

Alagados no inferno – Parte I

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Já foi tamanha estupidez saliente; Nas últimas enchentes entediadas pelo tempo; No culto de poderes atmosféricos; Mostrou-se às cobiças minimalistas desvairada das servas de Alá. Dentro do inferno: caído no córrego fedido de ondas magnéticas; Demonstrei uma maneira de simbolização de eu ser lapido, rápido, com forme o texto: da sátira contextualizada. Lavrados pelo ímpio encontraram-as deixas do diabo untado em um copo de porcelana, de cor marfim. Depois do tempo esfumaçado, magma por todos os lados; Abria-se uma cratera na vértebra da terra. Tamanha conforme o pecado; Deixou de lado o seu alado, e em seguida, seguiu com a sua boiada rumo ao vale das cascatas de larvas...

Sopro

Dentro de tuas entranhas, está meu cigarro, Carnivoramente destruindo minha respiração, Sofro sabendo que você me faz bem, Sair da fraqueza de construção, E morrer aprendendo a assoprar...

Antes do instinto

Depois de acordar, Saí do meu bom senso, Com os olhos a lavar, Escovei meus dentes e atirei-me contra o tempo. Lambuzei minha camisa de suco, Meu filho entra em desespero, Atrasado pelo descuido, Poderia perder meu emprego. Saiu diante das ruas, Pedir minha carteira na esquina, O ladrão me diz... -Qualé tua? Nunca passei por isso na minha vidinha. Levo uma coronhada na cabeça, Agradeço por ter vivido, Minha mulher gritando na lambreta, Dizendo que hoje era domingo. (Inspirado no escrito de Roberto Menezes “Instinto")

Dilatado

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LARANJA! Seria a minha língua? Escorre tua beleza na minha nobreza, pois sou a tua cabeça... Sobre a pontada da tua insatisfação, compra tua beleza... 1,2,3...Agora não te resta mais nada, só um gole de cachaça e um cigarro na ferida...

Ser

Adiante de teus escritos, me admiro depois de ter lido, Saberás que será atingindo, depois de alimentar o seu exílio. Contundente a sua poesia, viajado depois da boemia, Saltando diante da alegria, e morrendo depois da fatia. Sangra teus olhos, mata o sentimento, Parto adiante de seguimento, e alucino os teus momentos. Caro escritor metrificado atinge o teu público, Mata o desejo da tua virtude, e desflora o que te á, de mais puro. (A o meu caro amigo e escritor: “Roberto Denser”).

Se

S - Segurando e dissolvendo as minhas mãos E - Encolhendo e sapateando dentro da certeza S - Sugestão!Dá aí um copo pra ele... E - Hei! S - Suspeito!Me - faz um favor! E - Empata ele! S - Sentir E - Encontrou o resultado?

Semi-igual

Sólido!Porém machista Suspiro adiante de suas narina cabeluda Constantemente desesperado pela sua loucura.

Via conexão

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Lembro de sentar-me a beira da margem, Conectando a tua curva, desejando a tua viajem, Na paisagem adquirida entre os laços da vida, Não é só mais uma comida e sim a dor de saí da rotina. O medo diante da minha face, alimentando aos olhos de quem se admira, Bato a língua dizendo: - Foi um desastre...

Valor

Sujeira? Porque resulta na minha labuta, Soluciona um prazer de tirar-me desse cemitério, Areia entrando em minhas artérias, sal na costela, Olhos brilhantes, sonho...

Felicidade

Parte da parte de um filme mal assistido, E como viver sem saber viver, Sapatear no universo ilusório de Wood Alien, Coringa em overdose, Sim, sim... Junta meio apertada, para saída de gás da cabeça.

Viver

A alegria do ter... é saber amar, Convida o teu querer, será o preço de lutar. Sabe lá! O que é ser vivo... Momentos são como seiva, Circula ardentemente no impulsivo, e desencadeia. Completa tua timidez, sabendo que existem sonhos, Livras a validez, e vai a teu encontro. O mar está mais calmo, sobe esse sorriso, Cantando bem alto, o que te a de mais lindo.

Sapê

Disperta teu gosto, alivia tua alma, Sorri diante do disgosto, e te acolhe na calma. Cala-te diante dos porcos, mostra tua cara, Cravado no peito os nossos, e saldando a quem te cala. Mora na paciencia, completa tua fraqueza, Lembra-te de tua consciencia, e assovia na gentileza. Crepúsculo!Carta branca... Rendai-vos o que é mais justo, será que isso inflama ? (Para meu amigo Roberto Menezes..)

Intenso

Delicada entre lábios, saberá o que é mais forte, Sombreando tua timidez, aliando-se a um sonho nobre. Sentindo a beleza do teu rosto, desenhando o teu apego, Salivando diante da mais pura rosa, e despertando o teu desejo. Prima a tua beleza, compra a tua fraqueza, Mostra-me tua virtude, e alia-se a minha tristeza. Hó!Mais bela dona, não é só mais um dia, e sim a riqueza da poesia, Canta teus sentimentos, que mostrará a descoberta da alegria. (Essa foi pra você Lidiane...)

Costume

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Sentado sentido a galho, navegando sentido ao contrário... Segurando a minha sandália, saltitado o teu rosário, e atirando em cada passo... Carregando tua fadiga, sabendo o sentido da vida, cortejando a tua saída, e vadiando depois da comida... Berrando-te vulto sagrado, arruinando o meu cangaço, comendo palhas de aço, e assobiando junto com os pássaros... Sacolejando tua ginga, passando a diante da tua família, furando depois da poesia, saltando na tua neblina... A seis cordas da tua vida, formarei tua esfinge...

Ela e Ele

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Ela tem que vê Se ela o vê Ela vai gostar Ainda ta com cheirinho de novo Ela tem que vê Pra saber...

Conversa ! Isso é esquizôfrenia...

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–Mais o que adianta buscar novos horizontes se está sempre convivendo com essas coisas? –Regrido a vários momentos de minha vida –Caramba!– o que me fez sentir desse jeito? –Foi à questão de está sempre tentando se infiltrar no âmbito nocivo. –Mais porque sempre existe o acaso? –Caramba!– Não é depressão? –É sim, o sentimento que fica guardado dentro de mim... –Queria muito se livrar de algumas coisas, mais isso não é tão fácil assim. –Complicações diante do meu Ego... –Tudo que acredito, não passa de uma máscara.

Parto

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Lavem as blusas de Zaquel Sairá a sua vida Sigo na linha do ventre Somando a barriga com a placenta Luz... A uma luz sim...

Saio

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Crava no peito a dor, lava tuas crises na minha paixão Salva a tua causa, pois viver sem te, já me traz felicidade Troca teu sentimento cara amada Longe da margura, projeta-te formas no meu atrevimento. Lábios de sal, cativante suas feridas no consumo da rosa. Goza na fraqueza da alma Junta complementos para aliança de tuas lastimas Com atas na mente, conspira diante da nascente. Sorrir seria meu principio diante de tanta maravilha Mais quando te vejo sinto ódio Ódio de mim Por isso me cobro. Pois não consigo te amar Pois não consigo te ter Pois não consigo prescrever Pois não consigo, e saio. − Covarde!

Grito

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Aliados na timidez Corta a garganta na hora da morte Com facas de agudos e sensatez Causando um extremo corte. Sorrir diante da tua causa Saliva no ato de consumo Aliviando a alma E demorando até o absurdo. Contraída, rouca Respira a beleza Cativante, louca Mais te há uma fraqueza.

Fome (Título surgerido por betomenezes)

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Crise entre vidas Mortes diante do poder Contando atos na riqueza Dizendo que é ativista. Adormecida a alma da sociedade Trabalhando honestamente para o seu propósito Enquanto nas cadeiras da manipulação Fazem projetos para a alimentação do Ego. O que seria o mundo se não fosse à cabeça do homem? Saberia que Deus teria criado o universo , e só assim seria bem vindo na Terra. Deus é aquele que sobrevive diante de tanta dor Mais lamento muito a dor de ser Deus.

Passagem

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Sangreia a margem Atiçando a meus últimos suspiros Contorcida miragem Será que irei atingi-los? Na margura do desejo Água, muita água Aliviando o momento intenso Parar, parar... Não agüento mais andar Sem sapatos e a areia a arder Pegue a sombra que eu quero me sentar Terás o direto agora de morrer Seco, só há o seco Molhado não a mais nos lábios Parto adiante do desespero Pastos a aonde há são longe e altos No ultimo atrito venho a me conter Será que ainda estou vivo Não venha a se comover Pois ainda me admiro.

Vejo

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Com toques de afeição Vejo mulher à balança um bebê Com uma simples precisão Vejo um velho a se comover. Lindo era a forma de gratidão Um pássaro a cantar E um cachorro a se deitar Diante da tanta escuridão Imagino o que saber Será que aquilo era ilusão?

Causos a causa

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Sei que existe uma causa para caso Só aceito as conseqüências de meus atos Suplico a perfeição da sabedoria Será que eu sei?

Nada

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Simplesmente nada! Nada não nada a nada, Nada não significa nada Seria nada, se o nada não ficasse com o nada? Nada amada!

Descida

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No fundo da correnteza Existe um galho No alto das profundezas Atiro-me sobre o alvo. Certeza de cair Incerteza de morrer Desceria antes de mim Mais decido não descer.

Pernas

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Controlo minhas afáveis a te Porque tentar não seguir Contínuo Monte a te a tua margura caro poeta Não sei como andar, sei que continuarei. Tropeçando?

Borboletas

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Saindo de cascas Revivendo as paisagens desse mundo Sentindo na pele os climas Sombreando entre arvores Pousando entre folhas Seu cheiro seria o mesmo Depositando suas ovas Sensibilidade nas cores E agora depois de velhas Inclusive sua orquídea murchará E descaso com a natureza Morrerás junto com a terra.

Espelho

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Sirvo-me de vitima ao te ver Reflito a maneira mais simples Corto-me todo ao te conhecer Quebro-me todo porque te afliges Controlo a modo sádico Incentivo de um grande astro Mesmo sendo em francês O amor será sempre vitalizado.

Aliviando a dor que mata

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Corpo ardente Que cura a sal Deleita entre teus seios Competindo com a carne estragada que ti cria Certamente não ti traria a pleito Pois a fortaleza que me traz é só mente a dor.

Meu Samba

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Amor Velha Viola Solando Vibrante Suspiro da harmonia Belas As cores Odores Sambistas Passistas Dramáticos Enredo Simbólico Mulheres Seios Belíssimos Pontudos Mãos Desejando A pele Saboreando Néctar Suor Mulata Ala Porta-Bandeira Mestre-Sala Parceiros Livres Porres Mordomia Belo Dia

O amarelo da margarida

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Chegando a uma floricultura olhou para a vendedora e olhou seu crachá e todo seu corpinho jeitosinho... − Que desejas senhor? − A senhorita, margarida. Com um olhar agressivo, a vendedora sobre o balcão abre as pernas... Espantado o cliente, não imaginaria que mostraria sua Cona.
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A alma em si A tristeza repleta Inspirando o ato consistente A beleza dos olhos a lacrimejar E a tendência da alma a bocejar.

Atômico

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Lá se vai à fortaleza do consumo Não a poder que me faça sentir o prazer de olhar horizonte e ver esfumaçar a poeira do destino. Controlada a pureza da tristeza corrompida por seres compactos de autonomias, portas da convivência humana retalhando a fonte luminosa que existe no interior bem distante do governo.
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Sou da espécie unica e daqueles que só aprende a viver de uma língua só...
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“(Foto de Catarina Preto) Esse conteúdo contém direitos autorais” Ao som de "Richard Ashcroft - A Song For The Lovers - " Saberás a verdade entrado no universo de mentes pensantes aonde os pensadores se destingui de maneira normal.Hare hare...

Pontes aéreas

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A sociedade vem a ter diversas formas de conhecimentos que descendem de antepassados. Nada melhor do que descrevê-las alimentando o conhecimento mais aprofundando da matéria que proporciona o desenvolvimento mental, arejando o consciente da forma física que se completa de forma original. O órgão que se desenvolve, assimila-se de outro modo de comportamento humano. Atualizando o conhecimento da utilidade correspondente das vias contemporâneas, assim como a conscientização dos fatos já vistos diante da sociedade Cristã. O movimento em que os deveres sociais têm o conhecimento aprofundado da origem da espécie, a forma de saber e ter ligação entre poderes e deveres assimilados ao bem natural. (Revisado por Eveline Alvarez)

Homenagem a o primitivo social

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Não basta ser, ele foi. Ele será e está sendo a nova metamorfose que deslumbra a alma cotidiana. Amor de mosca, Amor constante, Amor aos fies, Amor aos infiéis, Amor, o amor... A dor à morte. Salve Raul, Salve a imprimatur.

Surto sem ter um além

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A alma conspirando, alimentando a mente. Desprazeroso é o contato humano nessas horas. Pensamento livre e ao mesmo tempo presos em amarras. Contornando o interior. Sinto-me desprendido do espírito e Agora cortejo a insanidade. Alimentando as palavras, vinda de outras, que não tenha que temer em dizê-las. Temo a morte sem sanidade. Pois a impureza é vinda fraqueza Mata-me antes de morrer, natureza. Não sei se de dor ou frieza Sei que a sensação momentânea foi o único prazer, Que percebi o gozo vindo das palavras. Percebo a morte vinda da mensagem. Morte, mata-me antes que acabe.
Poemas de minha vida Ato de conspiração de sistemas orgânicos, Conforto de compilação simultânea, Anseios de antepassados que se divertem suspirando suas vidas, Comprometendo sua alma do começo ao fim. Dor da dor de franqueza... Supostamente não sei sentir dor, Sei que clama piedade, Já suporto o controverso da lâmina dentada que a tens em punhos. Chama-me de senhor das estrelas, Pois a cor do luar alimenta a tua alma, Ó, pureza sombria, Não me tenhas a sofrer de amores que te dei da ultima ceia que fizemos no passado. Trovejando todas as minhas palavras, Dedico-te um belo e lúdico poema a laços de sangue, Atando o nosso sofrer...

Bem-te-vi insone

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Dissonantes seus cantos ao chegar da madrugada, Contornando os céus desnorteado, Acoitando os vultos assombrados, Por cima da minha morada. Pássaro tão puro de cores, Nobre pássaro gigante, Tu eis tão grande entre pássaros bicantes, Que beija-flores que te ame após a morte difamem. Alma de lírios que te doures, Lacrimejando entre as correntes de ar, Vinde aos corpos no mar, Que os peixes se matam entre guelras de horrores. Assoviando essa canção cotidiana, Logo vem o amanhecer, Sem passos da protuberância do ser Do porto a descansar de forma lusitana.

Somando as telhas

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Correndo a vista entre as linhas da superfície, Os caibros têm formas simétricas. Ao somar uma por uma, noto logo as brechas deixadas pelos gatos mundanos, Que fizeram badernas durante madrugadas insanas. Desconcentro... Volto a tentar a contar sem detalhar, Lembrando da matemática, Pego a primeira tira de telhas sobre as duas abaixo que apóiam uma única telha. Não está sendo fácil... Somei tudo. Quando percebi a insatisfação ao saber que eram poucas as que tinha a meu alcance Somei as do banheiro e depois as da sala. Cansei... Ao me olhar pela ultima vez tentando contar os grãos que tinha em casa, Lembrei do arroz que tinha 11.000 grãos limpos e prontos para serem devorados em um belo risoto de camarão.

Saudades dos velhos tempos

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Lembro de tardes, Lembro das amizades, Lembro dos últimos amores, Lembro da fraqueza da mente, Lembro da riqueza deixada para trás, Lembro, e lembrarei para sempre de minha velha Santa Rita.

Facas de espetos

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Ferido em jogos de atormentos sombrios, Desistiu mais da sutileza do medo, O rancor que sustenta o momento, Determina a vertigem vinda de arrepios e calafrios. Perfurado, em torno do convés úmido, Fico debruçado ao piso imundo, Sobre a mira de espetos em direção a minha cabeça. Sentenciado no momento mais doloroso da decisão, Controlado pela dor, Do sangue que alimentou o ódio incolor, Que desencantou todo o sabor Nas ondas de calor, Proporcionou, E a suspirou, No maldito amor.

Na garganta Iscariotes

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Seria o Deus de Judas, o sarcedote? Imortalizou os conceitos de traição, Em parte, jogou as moedas na terra, Cravou-se no peito, um sentimento heróico. Destacou-se entre os céticos, Lavou as mãos no lago, Puxou entre os quadris, Cinco metros de corda. Com golpes na tremula cavada cova, Levou-se ao frio, Sentindo o gosto arrependido, Da derrota mortal. Lavou o rosto no lago, No bolso um lenço maltrapido, Arremessou-se nas pedras do “ímpio”, Derramando os próprios lábios, em um martírio profundo. Sufocou a fúria, saltando com orgulho, Arregaçou sua barriga, Nas profundezas do poço, Na derrota sofrida.

A poesia

Os sentidos são fatos, São gastos de um torrão gasto, Desfalco-me nas minhas composições, Deste ato, só busco as letras, DEUS SEJA A POESIA, DELA VINDA, TODA A SULTILEZA VIVA.
Já devora os sentimentos alheios do interior, Nos corações aflitos de alma amargurada, Alavancados pelo manto sagrado ao deleito do eu ao sono interior, Sonhei que já era livre desses sonhos onde o corpo caia e balançava-se nos barrancos das falésias. Lembrei disso quando me senti injuriado por amor, Já amei tantas vezes que o sono torturou o vento que passava na raia dessa superfície, Talvez a lua não volte novamente para a visita, Sendo assim, sou gota solfejante nos lábios aflitos diante do gozo inquietante da noite. Boa noite!

Cruz

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Não é a forma de ter E sim a forma de morrer. Tapas na casa do perfeito, Revidando ao ato. O que basta simbolizar?

Solidão

Em poucos cantos de minha nobreza fraqueza, Sentimento desprezado; Sentimento iluminado Sentimento afogado; Sentimento desesperado; Sentimento humilhado; Sentimento calado; Sentimento sopitado; Sentimento abarrotado; Porém, saí da minha ilusão forjada...