ASA AZUL
Certa manhã, Salte-me ao rumo da vida, Minha mãe a procura comida, Caí do ninho e tentei bater minhas asas, Acobertado de carinhos, Não me sentia mais como um animal, Uma sala cheia de amiginhos, Fiz uma canção para Chiquinho e o meu amigo Pardal. Saímos nas noites, Sempre acabávamos nos bares com os sanhaçus, Naquele viveiro, eu tinha medo dos Urubus, Mal encarados, traficantes de carnes humanas, Acabei entrando em cana, por bicar o Uirapuru. - Eu também sou raro! Ele respondendo ao delegado Craúna, Visto como o senhor da chuva, Trancou-me no viveiro junto com os Cabocolinhos. -Eu também sou um passarinho! Explicando para o Concriz da barba preta, Temido por ter matado vários Bem-te-vis valentes, Cantei meu canto de Azulão para intimidá-lo, Fiquei conhecido como Asa Azul. Entristeço quando o meu “Pendão” acaba, Os sabiás riam da minha cara, Quando eu vi o amigo Pardal tentando fugir, Tentei dirigir-me quando ouvi a ameaça, Como queria ser uma Garça nessa hora, Com as pernas longas, te...