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Mostrando postagens de 2010

Lábios de contorcionismo

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Em pedaços formados na estética corpórea, mostram-se os movimentos das sombras com os lábios dentro da região pubiana, formando um triangular místico a satisfação orgástica para qualquer homem desejar total prazer. Entre os seios abotoados com perfeição, forma um sentimento em que se vai às línguas desejadas no compasso único das ondas musicais.

Memórias eletrônicas

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Há tempos que juntei todos os grãos de terra; Mostrei-me junto ao vento com o todo levado pela poeira branca; Nas últimas gotas de sangues umedecidas; Coagulei toda a superfície de uma junção substancial inocula.

Equilíbrio

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Emblemático corpo que se transforma nas profundezas de um equilíbrio estático, devaneio tolo foi à junção das trações formadas na vertigem desprovida da ousadia.

O sabor retrativo

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Respirando a tua cor, Nos lábios, pregou-se aquele batom terral, Entre as curvas, o óleo alaranjado, Saboreando todos os sentidos meus. Ofuscando todas aquelas curvas suaves, Dentro de um parâmetro masculino, Selei no quarto, visualizando com o tato. De lado a lado, lapido os gastos da retratação, Guardarei então, todas as marcas vindas dessa paixão. Saberás em vão, No contar dos cantos, Você jogou todas as mágoas, Em um só pranto.

ASA AZUL

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Certa manhã, Salte-me ao rumo da vida, Minha mãe a procura comida, Caí do ninho e tentei bater minhas asas, Acobertado de carinhos, Não me sentia mais como um animal, Uma sala cheia de amiginhos, Fiz uma canção para Chiquinho e o meu amigo Pardal. Saímos nas noites, Sempre acabávamos nos bares com os sanhaçus, Naquele viveiro, eu tinha medo dos Urubus, Mal encarados, traficantes de carnes humanas, Acabei entrando em cana, por bicar o Uirapuru. - Eu também sou raro! Ele respondendo ao delegado Craúna, Visto como o senhor da chuva, Trancou-me no viveiro junto com os Cabocolinhos. -Eu também sou um passarinho! Explicando para o Concriz da barba preta, Temido por ter matado vários Bem-te-vis valentes, Cantei meu canto de Azulão para intimidá-lo, Fiquei conhecido como Asa Azul. Entristeço quando o meu “Pendão” acaba, Os sabiás riam da minha cara, Quando eu vi o amigo Pardal tentando fugir, Tentei dirigir-me quando ouvi a ameaça, Como queria ser uma Garça nessa hora, Com as pernas longas, te...

A cada ponto, existe uma esquina

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Passo a vida nas paradas das ruas, Sombras nos deixam sentir o prazer de aliviar o suor. Desta tarde que passei a ver, Confesso que nunca te amei ao ponto de partida. Na virada da rua, me mostrou outra saída, Das prostitutas vadias que descem as ladeiras, Querendo de alguma forma se exibir para as suas presas. Dos panos cortados das vestes que sobraram da ultima relação amorosa, Dos copos jogados no chão do quarto, Dos cigarros queimando os panos da cama, Marco a trajetória da PUTA que comi essa semana.

E quando chega o fim da noite

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Aos sons das trombetas sobre os céus de marfim, Ondas de sons são levadas entre as correntes de ar, formado um esboço angelical entre as nuvens. Rodeado de espelhos flutuantes, entre os vôos noturnos das candelas apagadas a quilômetros de distância. Solos de lamurias entre os escombros das ruínas amedrontadas. Nos meios sádicos, modelam corpos com cheiros de alfazema, misturado ao pó vital que cura a dor. Caricias as escuras, nos tormentos angustiantes, dando-a cor nas terras claras dos desertos planos do Saara. Súplicas nas cartas que chegaram antes da madrugada. Estarão na saga da vida ao morrer no fim da noite. Olhando para catre simbólico, movimenta olho esquerdo e mais uma vez salta da rede de aço para os braços da ternura.

Sem medo de voar

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Sobre as colinas, Vão se movimentando como almas solitárias, Os pássaros se bandeiam para o sul, Nas vontades dos riscos que correram no verão passado, Sentem o clima estabelecendo a coragem de mudar de lugar. Ancorados nos picos mais selvagens, Submeteram-se as falésias mais próximas, Através dos ventos que sopram entre as asas, Mais uma vez se deslocam. Árvores se desnutrem dando aquele aspecto de natureza morta, Em visual cortejo gritam desesperadas, Os alimentos se buscam nas extremidades bloqueadas, Fracas nas alturas respiram a morte nos chãos formados por folhas secas.