Passagem


Sangreia a margem
Atiçando a meus últimos suspiros
Contorcida miragem
Será que irei atingi-los?

Na margura do desejo
Água, muita água
Aliviando o momento intenso
Parar, parar...

Não agüento mais andar
Sem sapatos e a areia a arder
Pegue a sombra que eu quero me sentar
Terás o direto agora de morrer

Seco, só há o seco
Molhado não a mais nos lábios
Parto adiante do desespero
Pastos a aonde há são longe e altos

No ultimo atrito venho a me conter
Será que ainda estou vivo
Não venha a se comover
Pois ainda me admiro.

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