Na garganta Iscariotes

Seria o Deus de Judas, o sarcedote? Imortalizou os conceitos de traição, Em parte, jogou as moedas na terra, Cravou-se no peito, um sentimento heróico. Destacou-se entre os céticos, Lavou as mãos no lago, Puxou entre os quadris, Cinco metros de corda. Com golpes na tremula cavada cova, Levou-se ao frio, Sentindo o gosto arrependido, Da derrota mortal. Lavou o rosto no lago, No bolso um lenço maltrapido, Arremessou-se nas pedras do “ímpio”, Derramando os próprios lábios, em um martírio profundo. Sufocou a fúria, saltando com orgulho, Arregaçou sua barriga, Nas profundezas do poço, Na derrota sofrida.

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