
Dissonantes seus cantos ao chegar da madrugada,
Contornando os céus desnorteado,
Acoitando os vultos assombrados,
Por cima da minha morada.
Pássaro tão puro de cores,
Nobre pássaro gigante,
Tu eis tão grande entre pássaros bicantes,
Que beija-flores que te ame após a morte difamem.
Alma de lírios que te doures,
Lacrimejando entre as correntes de ar,
Vinde aos corpos no mar,
Que os peixes se matam entre guelras de horrores.
Assoviando essa canção cotidiana,
Logo vem o amanhecer,
Sem passos da protuberância do ser
Do porto a descansar de forma lusitana.
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