Sem medo de voar



Sobre as colinas,
Vão se movimentando como almas solitárias,
Os pássaros se bandeiam para o sul,
Nas vontades dos riscos que correram no verão passado,
Sentem o clima estabelecendo a coragem de mudar de lugar.

Ancorados nos picos mais selvagens,
Submeteram-se as falésias mais próximas,
Através dos ventos que sopram entre as asas,
Mais uma vez se deslocam.

Árvores se desnutrem dando aquele aspecto de natureza morta,
Em visual cortejo gritam desesperadas,
Os alimentos se buscam nas extremidades bloqueadas,
Fracas nas alturas respiram a morte nos chãos formados por folhas secas.

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